Ouve-se os ruídos da chave enquanto o portão está sendo trancado,logo após tranquilamente ela abre a bolsa e coloca a chave dentro.Ergue a cabeça,levanta a postura,olha para o céu,finge felicidade com um sorriso torto e segue em frente na busca de um simples abraço terno tão distante e que nunca chega,continua caminhando sem olhar por lados,discretamente observa o mundo e os indivíduos ao seu redor.Apoia o queixo em uma das mãos e depois de uma breve meditação acerca do futuro peregrino,abre o livro que carrega,lendo-o serenamente,finge ser outra pessoa correndo desesperada da tristeza e solidão,mas infelizmente suas pernas são fracas portanto a dor sempre a alcança.
Amenidades habituais com poucos colegas,conversas tolas e desnecessárias que tornam o seu vazio ainda maior,se ela pudesse estaria bem longe dali,em algum lugar gelado onde a neblina cobrisse seu corpo e ninguém pudesse vê-la exceto seu amado que estaria ao seu lado segurando-a firme para que ela nunca mais partisse.Infelizmente isso é sonho,promessas denunciadas pelos olhos meigos,no momento a realidade que temos é cruel e ninguém pode nos tirar desse mundo enganador.
Depois de longas terríveis horas,ela regressa ao lar reciclando o cotidiano melancólico

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