segunda-feira, 19 de março de 2012

Inspirado em Lady Way

Longas fitas vermelhas presas ao desejo explicitado nos olhos,traz nas mãos o vinho e nos lábios as cerejas,mata-te lentamente como um veneno.
Longas fitas vermelhas presas ao anseio executado em noites sombrias,ela suga-te o sangue,e da janela se vê a sua  alma transparente embora pareça tudo muito obscuro,breves filosofias,longas criticas,um pouco de sarcasmo para completar sua a beleza,vestindo um corpete negro como o lado contrário da lua passeia procurando um além preferindo o aqui e o agora,continua sendo observada pagando pelos crimes que não cometeu,tem má fama pura invenção de hipócritas e falsos amigos.
Longas fitas vermelhas presas ao ar fascinante e sedutor,quer saciar o prazer a qualquer custo,respira luxúria.Por favor tragam os martínis para nos deliciarmos sobre longas fitas vermelhas!

Reciclando dor

Todos os dias ao cair da tarde,ela sai por aqueles velhos portões de aço,postos ali para protegê-la dos males,roubos,furtos e estupros,mal sabem os curiosos que males ela já vive por demais dentro daquela casa,roubos nem se falem,cada segundo um pouco de amor é arrancado de dentro do peito daquela garota,furtos e estupros são rotina,e junto como eles um pedaço de ilusão se vai.A doçura dos lábios negros não servem para nada,pelo menos não para ela.
Ouve-se os ruídos da chave enquanto o portão está sendo trancado,logo após tranquilamente ela abre a bolsa e coloca a chave dentro.Ergue a cabeça,levanta a postura,olha para o céu,finge felicidade com um sorriso torto e segue em frente na busca de um simples abraço terno tão distante e que nunca chega,continua caminhando sem olhar por lados,discretamente observa o mundo e os indivíduos ao seu redor.Apoia o queixo em uma das mãos e depois de uma breve meditação acerca do futuro peregrino,abre o livro que carrega,lendo-o serenamente,finge ser outra pessoa correndo desesperada da tristeza e solidão,mas infelizmente suas pernas são fracas portanto a dor sempre a alcança.
Amenidades habituais com poucos colegas,conversas tolas e desnecessárias que tornam o seu vazio ainda maior,se ela pudesse estaria bem longe dali,em algum lugar gelado onde a neblina cobrisse seu corpo e ninguém pudesse vê-la exceto seu amado que estaria ao seu lado segurando-a firme para que ela nunca mais partisse.Infelizmente isso é sonho,promessas denunciadas pelos olhos meigos,no momento a realidade que temos é cruel e ninguém pode nos tirar desse mundo enganador.
Depois de longas terríveis horas,ela regressa ao lar reciclando o cotidiano melancólico

domingo, 18 de março de 2012

Aurora

Nada é para mim

Provavelmente as canções que ouve,os belos filmes que assiste,as poesias que escreve,não são para mim.Mas com o pouco que eu te ofereço de presença,sei e tenho certeza que neste instante sua atenção é voltada unicamente para os meus sussurros,meus devaneios e promessas de que ficarei contigo para sempre.
Portanto venha até aqui para que pouco a pouco toda a discrição e sutileza do seu antigo amor,se vá e permita que eu ocupe a cena,porque eu preciso,tanto,tanto...

Mutação

Me transformei no que considero ideal para ti,não que tenhas me pedido,mas simplesmente porque você merece o melhor.Interprete minhas tantas outras lágrimas que não escorrem pelos olhos,pois sou covarde e incapaz de dizê-las então por favor as decifre

Ela

Estou escrevendo porque minha única companhia no momento é o papel,e ainda assim não posso lhe escrever as coisas que sinto pois talvez não entenderias.
Deverias ter ficado com a primeira opção,afinal de contas era o amor,quem sabe seja você o culpado por ela ter-lhe escapado pelos dedos.Bernardo sempre fostes incapaz de cuidar bem dela,justo ela tão encantadora, magnífica,bela,pele alva,envolta por uma aura de pureza e singularidade única.
E eu,o que vives comigo?quiça meras sensações e sentimentos que nem sempre são delineados,sem saber ao certo se o que sentes é amor.Por obséquio Bernardo entendas que sobrevivo exclusivamente do amor guardado para ti,então digas o motivo dela ainda permanecer atrás das cortinas do palco do seu coração,ali toda elegante e discreta,se é dela que precisas,com toda a dor e sofrimento possíveis a um ser humano eu lhe ajudo a trazê-la novamente ao espetáculo em que eu acabo roubando a cena toda dela.Pergunto até quando a cena será dela?
Percebas meu amado que não desejo apenas seu corpo,quero alma também,para eu é impossível dividi-lo com alguém,mesmo que esse alguém sobrevoe somente seus pensamentos.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O Cinema Militante

O cinema militante tem conceito próprio.Em princípio,refere-se ao cinema político inspirado nos ideais de maio de 1968 na Europa.A definição do termo "cinema militante"foi formalizada com o manifesto"Para um Cinema Militante",que proclamava"a ruptura ideológica com o cinema burguês"e o "uso da câmara como arma política".
Depois,passa a caracterizar-se mais por uma intervenção social ou política do que como expressão artística,o que em geral confere aos filmes assim designados mais uma validade histórica do que estética.
O cinema militante original,cujo o personagem principal é o operário ou camponês-mostra greves,ocupações de fábricas ou de terras,movimentos renovadores em curso.Serve por vezes,apenas para ilustrar um momento histórico importante numa ótica revolucionária.
Como exemplo,temos Tempos Modernos de Charles Chaplin,que retratou a exploração do trabalho em 1936,poucos anos após a crise do capitalismo de 1929.O cinema militante também é uma forma de questionar a ação do capitalismo sobre esse tipo de arte.
A impressão de realidade e reprodução das cópias foram as principais características da primeira fase do cinema,que permitiram fazer dele uma força de dominação ideológica e comercial.O cinema era o principal espetáculo de massa,e antes de chegar ao público espectador,o filme tinha que percorrer uma trajetória como mercadoria que deveria ter características que assegurassem a série de operações necessárias até a compra do ingresso que possibilitasse o lucro.
 A constituição do cinema como mercadoria teve e tem profunda influência sobre a dramaturgia cinematográfica.Mas não se pode pensar que o público é totalmente manipulado.Soviéticos,ingleses,franceses e outros opuseram-se ao sistema cinematográfico dominante,como forma de produção,como temática,como linguagem e como relacionamento com o público...