Há um tempo eu estava vendo umas mensagens em meu celular, lendo cartas e e-mails, ouvindo músicas que me fizeram lembrar pessoas encantadoras, que por um motivo cômico ou trágico, não estavam perto de mim. Esse perto ao qual me refiro não é apenas físico, mas também espiritual, afetivo, entusiasmático e sacrifical.
Depois disso comecei a pensar e logo a desejar que um dia eu pudesse estar ao redor dessas pessoas, todos reunidos em uma grande sala branca do chão ao teto remetendo á pureza e decoro sem nenhuma mobília e ao lado uma porta de vidro com largura e altura imensuráveis e nos estaríamos em círculo, trocando palavras, trivialidades, discutindo sobre coisas que teríamos em comum. Os mais corajosos recitariam versos e entoariam canções, e por, mas que discordássemos de opiniões manteríamos cada qual aquela flexibilidade e amabilidade, reservada somente aos corteses.
Em seguida nos dirigiríamos até a porta e chegaríamos ao um lindo jardim repleto de flores coloridas e uma grama verde aplanada como a de um campo de golf, o céu poderia estar azul, coberto por nuvens acinzentadas, passíveis ao toque, daríamos as mãos e deitaríamos sobre a grama.
A beleza do momento nos emudeceria, arriscaríamos algumas palavras, mas seriam inúteis e totalmente dispensáveis.
Contentaria-me se isso tudo passasse por breves cinco minutos que por sinal, seriam os mais felizes de minha vida, mas isso é pura utopia e devaneio meu, vontades que se entrelaçam a outros e por este motivo irrealizáveis.
Suponho que talvez ter asas e voar seja mais possível,de qualquer forma,meus caros a quem destino esse texto,se por ventura alguém entre vós quiserdes passar este momento de demência comigo,será muito satisfatório.
Chego à conclusão de que porque, desejo uma morte agonizante no leito, a resposta é que esta minha utopia, estaria mais perto de se transformar em sonho, por pena todos estariam ao meu redor me vendo partir lentamente.

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